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Outubro na Cunzolo: Precisão nas Operações e Compromisso com as Pessoas

Outubro foi um mês que reuniu, na Cunzolo, os eixos que sustentam a sua atuação: operações de alta complexidade, responsabilidade técnica, formação contínua, cultura de segurança, valorização das pessoas e reconhecimento externo.

Foram semanas em que a experiência acumulada em movimentação de cargas pesadas, remoções industriais e trabalho em altura voltou ao centro do debate, seja pela proximidade de mais uma edição do Prêmio Top Crane, seja pela execução de operações que exigiam precisão em ambientes restritos. Um período que também reafirmou a dimensão humana do trabalho, com a conscientização sobre o câncer de mama e a atenção permanente à proteção de quem está em campo.

Reconhecimento que atravessa edições

Outubro abriu a contagem regressiva para a cerimônia de mais uma edição do Prêmio Top Crane, um dos reconhecimentos mais prestigiados do setor de movimentação de cargas no Brasil. Em sua 17ª edição consecutiva, promovido pela Revista Crane Brasil em parceria com o SINDIPESA, o prêmio celebra as operações mais exemplares de içamento, movimentação e transporte de cargas pesadas e especiais, trabalho em altura e remoções técnicas realizadas em todo o país, com cerimônia marcada para o Palácio dos Transportes, em São Paulo.

Troféus PrêmioTop Crane

A trajetória da Cunzolo na premiação é extensa. Em 2019, o reconhecimento veio na categoria dedicada aos serviços prestados à indústria petroquímica, de óleo e gás e siderúrgica, pela remoção industrial técnica realizada na unidade da Gerdau em Pindamonhangaba (SP), quando a combinação do guindaste industrial Ormig de 45 toneladas com o rodoviário Tadano ATF 220 permitiu substituir uma peça sem desmontar maquinários próximos, reduzindo o prazo total da operação de 30 para 12 dias. 

Em 2021, a conquista celebrou a retirada de um reator de aproximadamente 24 toneladas de dentro de estruturas metálicas e de alvenaria, em indústria química de São José dos Campos (SP), executada com três guindastes Tadano, entre eles o ATF 400G-6, em uma operação que ficou conhecida como "Trio Tadano". Em 2023, o destaque foi a categoria de Içamento, em uma edição que reuniu 49 cases e concedeu apenas 16 premiações; em 2024, a categoria Remoção Técnica, em um ano em que somente 15 das 93 operações inscritas foram premiadas.

A conscientização que salva vidas

Outubro também trouxe ao calendário da Cunzolo a causa do Outubro Rosa, movimento internacional de conscientização sobre o câncer de mama que transforma a cor rosa em convite à informação, à prevenção e ao diagnóstico precoce. Nascido no início da década de 1990, nos Estados Unidos, a partir da distribuição de laços cor-de-rosa na primeira Corrida pela Cura, em Nova York, o movimento chegou ao Brasil e consolidou-se no calendário oficial de saúde pública com a instituição por lei federal em 2018.

A relevância da campanha é sustentada por números que reforçam o peso do diagnóstico precoce: conforme a Estimativa 2026-2028 do Instituto Nacional de Câncer (INCA), são esperados cerca de 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no Brasil no triênio, em um risco estimado de 71,57 casos a cada 100 mil mulheres. Para uma empresa cuja atuação se constrói sobre o compromisso com a segurança e a vida das pessoas, a causa encontra ressonância natural, e o papel das empresas vai além de vestir a cor do mês: trata-se de transformar a campanha em cultura, promovendo informação qualificada entre as equipes, estimulando o autocuidado e acolhendo colaboradoras e colaboradores com orientação e apoio.

Outubro Rosa

Formação como base de cada içamento

A segurança nas operações de movimentação de cargas não se constrói apenas com equipamentos modernos e bem mantidos, mas sobretudo com pessoas preparadas. Esse foi o eixo do debate sobre responsabilidade técnica no setor, que ganhou força a partir da discussão sobre quem, de fato, responde pelo planejamento e pela execução segura de cada içamento, e de como o Brasil ainda carece de exigência generalizada de planejamento formal dessas operações.

A obrigação expressa existe na indústria da construção, por força da NR 18, reescrita integralmente pela Portaria SEPRT nº 3.733/2020, vigente desde 2022, que determina a utilização dos equipamentos de guindar conforme as recomendações do fabricante e o plano de carga elaborado por profissional legalmente habilitado, contemplado no Programa de Gerenciamento de Riscos, com conteúdo mínimo definido, além da análise de risco da movimentação e da disponibilidade do plano no local da operação. Somou-se a isso a publicação da ABNT NBR 17089, que estabelece requisitos para a qualificação e certificação de pessoas envolvidas em içamento e movimentação de carga. Na Cunzolo, essa resposta se traduz em prática: plano de cargas, análise de risco prévia, isolamento das áreas sob carga suspensa, sinalização padronizada e treinamentos periódicos, entre eles a formação de sinaleiro amarrador de cargas, realizados com as equipes operacionais das unidades.

Formação como base de cada içamento

Excelência reconhecida pelo cliente

Um dos marcos operacionais do mês foi a conclusão de uma operação de alta complexidade em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, com o içamento e a carga de um transformador de 61 toneladas sobre a carreta de transporte fornecida pelo próprio contratante. O trabalho dedicou-se à movimentação do Transformador FP01 e mobilizou um guindaste rodoviário ATF 400, além de guindastes articulados de 20 toneladas com jib, com apoio de auxiliares, riggers e supervisão dedicada. Todo o escopo foi precedido de um estudo de rigging detalhado, contemplando a atividade, a mobilização e a desmobilização, e respaldado pela ART-MC do estudo, de modo a conduzir cada etapa dentro dos mais rigorosos padrões de conformidade técnica e segurança.

O segundo dia de trabalho exigiu da equipe paciência e gestão de imprevistos: a primeira carreta enviada para o carregamento não era adequada à operação; no momento do içamento, o transformador apresentava água em seu interior, o que levou a equipe a aguardar o escoamento completo; e a segunda carreta enviada também não atendeu aos requisitos de segurança. Com zelo pela carga, pelos equipamentos e pelas pessoas, o transformador foi retirado da prancha e reposicionado na base, e a desmobilização foi encerrada com segurança mesmo diante da ausência pontual do supervisor, convocado para outra atividade. O cliente registrou um feedback nota 10, destacando o nível técnico, a qualificação profissional, o comprometimento e a cultura de segurança demonstrada, além da postura proativa da equipe na identificação de uma condição crítica de risco envolvendo um equipamento de outra empresa parceira, decisiva para a prevenção de acidentes.

Precisão em ambiente urbano

Outra operação de destaque ocorreu às margens do Rio Ipiranga, em vistoria de rede de gás que exigiu cuidado redobrado em todas as etapas, do planejamento do deslocamento à execução final. Para acessar a tubulação, a equipe utilizou uma Plataforma Sobre Caminhão Barin, posicionada contra o fluxo do rio, com o cesto cuidadosamente colocado entre as pilastras, permitindo que o trabalho fosse executado com precisão e estabilidade. A operação contou com a atuação do motorista operador de equipamentos Flávio Frota, na condução da plataforma em parceria com a equipe da contratante, e demandou competências que marcam o trabalho dos profissionais da empresa: segurança em todas as etapas, treinamento especializado para operar equipamentos de grande porte em espaços restritos e precisão no posicionamento em um ambiente com obstáculos físicos como pilastras, margens estreitas e a própria lâmina d'água.

Precisão em ambiente urbano

O maior desafio, no entanto, começou antes do trabalho em si. Por se tratar de perímetro urbano e de um equipamento com altura considerável, o trajeto demandou planejamento detalhado e mapeamento prévio das condições do caminho, com atenção à fiação aérea, pontes e demais estruturas que poderiam representar pontos de atenção para a circulação do veículo. Esse planejamento rigoroso garantiu que o deslocamento ocorresse de forma segura e dentro do cronograma, permitindo que a vistoria fosse realizada com plena eficiência.

Proteção como compromisso diário

Na movimentação de cargas, cada operação reúne máquinas de grande porte, cargas pesadas e trabalho em altura, cenário em que a proteção do profissional é o que garante que tudo aconteça da forma certa. Os riscos conhecidos do setor são vários, como queda de objetos, esmagamento, ruído de equipamentos e atividades em altura, e os Equipamentos de Proteção Individual são a resposta a cada um deles: o capacete contra impactos e queda de objetos, os óculos contra projeção de partículas, o protetor auricular contra a exposição ao ruído, as luvas no manuseio de acessórios e na amarração, o colete refletivo para ampliar a visibilidade, o cinto de segurança nas atividades em altura, além da roupa adequada e do calçado de segurança.

Mais do que itens obrigatórios, esses equipamentos representam um compromisso com a vida, visão que orienta os Diálogos Diários de Segurança realizados pela empresa, encontros em que as equipes revisam orientações essenciais e fortalecem a cultura de prevenção. Entre as mensagens centrais estão a de que EPI danificado não se usa, com comunicação imediata ao líder e à equipe de Segurança do Trabalho para substituição, a de nunca improvisar e a de cuidar da conservação dos equipamentos, com limpeza e armazenamento corretos, porque a eficácia da proteção depende desse cuidado. A síntese que atravessa a rotina é clara: carga segura começa com pessoas protegidas.

Proteção como compromisso diário

Enxergar o perigo antes que ele aconteça

Todo acidente evitável começa com um momento que passou despercebido: um piso escorregadio que ninguém notou, um equipamento com desgaste não relatado, uma tarefa executada no automático porque a rotina já a tornou familiar. 

É contra esses riscos invisíveis que atua a percepção de risco, hoje reconhecida como uma das competências mais determinantes para a segurança em operações de içamento e transporte de cargas.

 Pesquisas da Organização Internacional do Trabalho e da Fundacentro indicam que a maioria dos acidentes não nasce da falta de normas, mas de decisões inseguras, da rotina automatizada e da chamada normalização do risco, fenômeno em que o convívio constante com o perigo faz com que ele deixe de ser percebido como perigo. Dados divulgados pela Fundacentro apontam que mais de 80 trabalhadores perdem a vida por ano no Brasil em acidentes envolvendo cargas suspensas por equipamentos como pontes rolantes, guindastes e talhas.

Percepção de Risco

Na Cunzolo, a percepção de risco é prática diária, cultivada nos Diálogos Diários de Segurança. Antes de iniciar qualquer tarefa, os profissionais são orientados a verificar se o local está seguro para a execução da atividade, a existência de obstáculos, buracos ou piso escorregadio, o uso dos EPIs necessários, as condições das ferramentas e dos equipamentos, a circulação de pessoas na área e o risco de queda, choque elétrico, atropelamento ou prensamento. A verificação dialoga com as inspeções pré-operacionais exigidas em operações regidas pela NR-29 e com a compreensão de que certificação e manutenção são fundamentais, mas é o olhar humano, treinado e atento que completa a proteção. O lema que sintetiza o trabalho é direto: alguns segundos de atenção podem evitar uma vida inteira de consequências.

Outubro encerra com a convicção de que a excelência operacional da Cunzolo se sustenta em três pilares indissociáveis: planejamento rigoroso, equipes permanentemente capacitadas e uma cultura de segurança vivida todos os dias. 
Do reconhecimento histórico no Top Crane à precisão de uma operação urbana, do rigor técnico de um estudo de rigging ao cuidado com a saúde das equipes, o mês reafirmou que cada carga movimentada carrega a experiência de uma trajetória construída com responsabilidade, confiança e compromisso com soluções integradas.

Abraços da Equipe Cunzolo!

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