Locação de Guindastes e Plataformas Aéreas
25/06/2024
Na última quinta-feira, a equipe operacional de São José dos Campos enfrentou um desafio comum na movimentação de carga: a telescopagem. Embora os termos sejam técnicos, nossa editoria trouxe uma explicação simples de como funciona o processo de telescopagem realizado pela nossa equipe. Vamos detalhar cada etapa para uma melhor compreensão:
Um pouco sobre a telescopagem
A telescopagem é uma técnica essencial no cenário de movimentação de carga, especialmente ao utilizar guindastes rodoviários. Esse método permite a extensão e retração da lança do guindaste, proporcionando versatilidade e alcance para operações complexas. Com o uso de guindastes rodoviários, a telescopagem torna-se uma ferramenta crucial para otimizar a eficiência e segurança das operações.
Essa técnica impacta diretamente no aumento do alcance e da flexibilidade do equipamento, permitindo que a lança do guindaste se estenda a diferentes comprimentos, adaptando-se às necessidades específicas da operação. Além disso, a capacidade de movimentação em espaços restritos é ampliada, ou seja, onde o acesso e o espaço para manobra são limitados, a possibilidade de ajustar o comprimento da lança facilita o posicionamento preciso da carga, reduzindo o tempo de operação, permitindo a movimentação rápida e segura de carga.
Resultado: maior produtividade e menor tempo de inatividade.
A revista Crane Brasil abordou o tema Tecnologia das lanças telescópicas em ENTENDA A TECNOLOGIA DAS LANÇAS TELESCÓPICAS - Crane Brasil.
Segundo a matéria, em guindastes móveis existem 2 tipos de lanças: treliçada e telescópica. A lança telescópica se estende como um telescópio, e sua principal característica é garantir agilidade às operações; permitindo a extensão de forma hidráulica, com a lança elevada, mesmo em espaços limitados. As lanças telescópicas se dividem em 2 tipos: pinada e não pinada.
E o que isso significa?
Significa que a lança pinada possui apenas um cilindro hidráulico ou cilindro de telescopagem (componente hidráulico que controla a extensão e retração das seções telescópicas da lança), enquanto que a não pinada normalmente utiliza mais de um cilindro. No caso da lança pinada, o único cilindro atua segurando uma seção e pinando ela na seção anterior, por exemplo, se a lança possui 4 seções telescópicas, o cilindro segura a quarta, estendê-la e piná-la na terceira, na segunda e assim por diante. Esse sistema necessita de sensores, uma vez que precisa de uma automação para comandar as válvulas hidráulicas, e permite um número maior de seções.
Abaixo temos uma imagem que demonstra os tipos de lança abordados pela matéria:

A realização de telescopagem com guindastes, em especial, com o guindaste rodoviário Tadano ATF 130-5, está entre as mais avançadas e essenciais para a movimentação de grandes cargas em projetos industriais. No entanto, desafios técnicos podem surgir, como:
Vazamento Interno na Lança: Um vazamento interno pode ocorrer devido ao desgaste dos selos hidráulicos, danos aos cilindros telescópicos ou falhas na tubulação interna. Esse problema afeta diretamente a capacidade de extensão e retração da lança, limitando seu alcance e capacidade de carga.
Comprometimento da Segurança: A presença de vazamentos pode levar a uma perda de pressão hidráulica, resultando em movimentos não controlados da lança. Isso representa um risco significativo tanto para os operadores quanto para o entorno da operação.
Paradas não Planejadas: A detecção de um vazamento requer uma parada imediata para avaliação e reparo, interrompendo o cronograma do projeto e gerando custos adicionais.
A operação de despinar as telescopagens para fechar as lanças do Guindaste Rodoviário Tadano ATF 130-5 é um procedimento técnico que exige precisão e cuidado. Esta etapa é crucial para assegurar que as lanças do guindaste sejam corretamente retraídas após a operação, garantindo a segurança e a funcionalidade do equipamento.

Guindaste Rodoviário Tadano ATF 130 em ação.
Foram designados o técnico Diego e o operador Nelson para o chamado em questão, para identificar com exatidão o local e aplicar as medidas de correção com eficácia. Ambos constataram que ocorria um vazamento no interior da lança, o que impossibilitava o fechamento da mesma.
Com base na análise, Diego e Nelson iniciaram uma série de ações específicas que fazem parte de uma rotina de inspeção e manutenção. Inicialmente, a primeira seção telescópica da lança (Tele 1) foi estendida até 46% de sua capacidade total, e pinaram ela na seção base. Após atingir 46% de extensão, a seção telescópica foi fixada (ou travada) na posição estendida. Pinar refere-se a inserir pinos de travamento para assegurar que a seção não se mova de forma indesejada. Em seguida entraram no modo manual de telescopagem, ou seja, os operadores mudaram o sistema de controle do guindaste para o modo manual, permitindo um controle mais direto e preciso das funções de telescopagem. O processo seguinte foi despinar o cilindro de telescopagem da Tele 1, que nada mais é do que remover os pinos de travamento que seguram o cilindro de telescopagem, permitindo que ele se movesse livremente, trazendo o mecanismo até a janela de inspeção/manutenção da seção base, que significa uma abertura ou acesso na seção base da lança, projetada para facilitar a inspeção e manutenção dos componentes internos.
Após abertura da janela, Diego orientou Nelson, que estava na cabine de operação, a mover o mecanismo simulando o que ocorre no processo normal de telescopagem. Ao realizar o comando de despinar a seção telescópica (Tele), Diego constatou que havia um vazamento do fluido pelo retentor da tampa (vedação que impede o vazamento de fluido), fazendo com que a haste do cilindro se movesse de maneira inadequada e impossibilitando a passagem do fluido pela mola interna do cilindro (parte do mecanismo de controle do movimento da lança).
Foram registradas algumas fotos da parte interna dos cilindros, fora de suas posições de montagem:

Imagem da parte interna do cilindro, e de seu respectivo retentor.
A operação foi estendida até sábado para fazer a desmontagem dos cilindros, sendo acionado o fornecedor para entregar um novo cilindro, para que o reparo fosse finalizado no mesmo dia. Diego seguiu com a desmontagem para efetuar o reparo, com dois kits de reparo de ótima qualidade, e assim fez a montagem dos cilindros com as novas vedações.

Novo cilindro, com a nova vedação.
As próximas imagens são da preparação para a montagem dos cilindros:


Após montagem:

Após os testes, todos os valores dos encoders que fazem a medição do comprimento do cilindro de telescopagem e todos os sensores indutivos internos da lanças foram verificados para que não houvesse erro ao liberar o equipamento.
A realização da manutenção desses componentes é crucial para evitar falhas mecânicas e garantir que o guindaste possa operar em condições ideais.
Seguir essas etapas é fundamental para garantir que o equipamento permaneça em ótimas condições de trabalho, permitindo à equipe operacional realizar suas tarefas com confiança e precisão. Na Cunzolo, práticas rigorosas de manutenção e inspeção são uma prioridade, assegurando a excelência contínua em todas as operações de movimentação de carga.
Com 57 anos de expertise no segmento de movimentação de carga e trabalho em altura, continuamos a inovar e elevar os padrões de segurança e eficiência em todas as nossas operações.
Abraços da equipe Cunzolo!
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