NR 18 Em Ação: A Formação que Sustenta Cada Içamento Seguro
A segurança nas operações de movimentação de cargas não é construída apenas com equipamentos modernos e bem mantidos - ela se constrói, acima de tudo, com pessoas preparadas.
Cada içamento, cada sinalização, cada movimentação depende de profissionais que compreendem os riscos, dominam as técnicas e atuam com precisão e responsabilidade. Esse princípio está no centro de um debate que mobiliza o setor desde a publicação do artigo "Quem responde pelo içamento?", assinado pelo engenheiro João David Bueno na revista especializada Crane Brasil. O texto defende uma tese provocadora: o setor de movimentação de cargas não sofre, principalmente, por ausência de regra, mas por ausência de responsável - a lacuna está em quem, de fato, responde pelo planejamento e pela execução segura de cada operação. Na Cunzolo, essa pergunta tem uma resposta que se repete todos os dias: a capacitação.
Leia o artigo na íntegra: https://cranebrasil.com.br/quem-responde-pelo-icamento/
O artigo mostra que o Brasil não dispõe de norma que exija, de forma geral, o planejamento formal das operações de movimentação de carga com equipamentos de guindar. A obrigação existe de modo expresso apenas na indústria da construção, por força da NR 18, reescrita integralmente pela Portaria SEPRT nº 3.733/2020, vigente desde 2022. Na nova redação, a norma estabelece que os equipamentos de guindar sejam utilizados conforme as recomendações do fabricante e o plano de carga, elaborado por profissional legalmente habilitado e contemplado no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), com conteúdo mínimo definido - local e duração da operação, dados do equipamento, croqui com a área de cobertura, isolamento das áreas sob carga suspensa, especificação dos acessórios de içamento e listas de verificação.
Além disso, a norma exige análise de risco da movimentação e que o plano esteja disponível no local da operação. É um comando normativo forte - e, como aponta o artigo, parcela expressiva do mercado ainda desconhece sua real extensão. Avanço igualmente relevante é a publicação da ABNT NBR 17089, que estabelece os requisitos para a qualificação e a certificação de pessoas envolvidas em içamento e movimentação de carga com equipamentos de guindar.
É precisamente nesse ponto que a prática da Cunzolo se encontra com o debate. Enquanto o setor discute quem deve responder pelo içamento, traduzimos a resposta em ações concretas, presentes na rotina de cada operação: o plano de cargas elaborado por profissional habilitado e contemplado no PGR, a análise de risco que antecede cada movimentação, o isolamento das áreas sob carga suspensa e a sinalização que organiza o movimento de forma padronizada. Essa responsabilidade não é assumida apenas no momento do içamento - ela é construída continuamente, por meio de treinamentos periódicos, diálogos diários de segurança e da permanente atualização das equipes frente às normas aplicáveis ao segmento, com destaque para a NR 18, que orienta grande parte das atividades da empresa na indústria em geral.

Legenda da foto: Equipe operacional da unidade de São José dos Campos, durante treinamento teórico.

Legenda da foto: Treinamento periódico de NR18 - Sinaleiro Amarrador de Cargas.
Além do diagnóstico, o artigo traz caminhos que dialogam diretamente com essa prática. Ao propor gatilhos objetivos de criticidade - como o içamento que ultrapassa 75% da capacidade nominal do equipamento, as operações com mais de um guindaste, os içamentos cegos e as movimentações sobre áreas ocupadas -, o texto busca substituir a interpretação subjetiva por critérios claros, no mesmo sentido da experiência internacional.

Treinamento periódico de NR18 - Sinaleiro Amarrador de Cargas.
É o caso da norma norte-americana ASME P30.1 - Planning for Load Handling Activities (Planejamento das Atividades de Movimentação de Cargas) -, que divide o planejamento em plano padrão e plano de içamento crítico, e da norma britânica BS 7121 - Code of Practice for Safe Use of Cranes (Código de Prática para o Uso Seguro de Guindastes) -, que individualiza o responsável pelo planejamento de cada operação. Mais do que isso, o artigo conclui que a regra clara, com gatilho objetivo e um responsável identificado, não fecha o mercado: nivela-o.
É exatamente essa visão que orienta a Cunzolo ao investir na qualificação permanente de suas equipes e de seus processos: a segurança não é um diferencial discricionário, mas o fundamento que sustenta operações confiáveis, clientes satisfeitos e um setor mais maduro. Responsabilidade pelo içamento, portanto, não é um conceito abstrato. É o plano de carga elaborado por profissional habilitado, é o sinaleiro que conduz o movimento com sinais padronizados, é o rigger que avalia o centro de gravidade e a amarração, é o operador que inspeciona cada acessório antes de levantar qualquer peso. É a decisão diária de formar equipes antes de colocá-las em campo, de planejar antes de executar e de cuidar antes de tudo.
Ao investir continuamente na capacitação de suas equipes, a Cunzolo não apenas cumpre as exigências legais - ela fortalece sua cultura de segurança e assegura que cada projeto de içamento, transporte ou remoção industrial seja executado com a máxima eficiência e responsabilidade. Quando se pergunta quem responde pelo içamento, a resposta da Cunzolo é clara: profissionais preparados - e uma empresa que investe neles todos os dias.
Abraços da Equipe Cunzolo!